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"Aceitar-me plenamente? É uma violentação de minha vida. Cada mudança, cada projeto novo causa espanto: meu coração está espantado. É por isso que toda minha palavra tem um coração onde circula sangue" (Um sopro de vida - Clarice Lispector)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011


A ostra, para fazer uma pérola, precisa ter dentro de si um grão de areia que a faça sofrer. Sofrendo, a ostra diz para se mesma: “preciso envolver essa areia pontuada que me machuca com uma esfera lisa que lhe tire pontas…” 
Ostras felizes não fazem pérolas… 
Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso que seja uma dor doída… Por vezes a dor aparece como aquela coisa que tem o nome de curiosidade. Este livro está cheio de areias pontudas que me machucaram. Para me livrar da dor, escrevi

4ª capa do livro “Ostra Feliz Não faz Pérolas” de Rubem Alves 

4 comentários:

Alê disse...

A ostra sofre pra poder nos abençoar com a pérola,


Acho que a vida necessita dessas metamorfoses,


bjkas

Carolzinha disse...

Huuummm!! Adorei o texto! Vou procurar o livro!! :)

Beijo, Dé!

C. disse...

É mesmo, muitas pérolas nascem de grandes tempestades. Deve ser porque o sol sempre volta a brilhar depois delas.

Um beijo, maninha, e ótimo fim de semana de frio!

♪ Sil disse...

Dé,

Uma vez, uns anos atrás ai, estava passando uma fase tão ruim.
E meu irmão me mandou um email, com essas palavras do Rubem.

Até hoje tenho essas palavras como cura.

Sim ostras felizes não fazem pérolas.

Assim somos nós.

Primeiro a chuva, depois o arco-iris. Assim tantas vezes é a vida!


Amo você!