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"Aceitar-me plenamente? É uma violentação de minha vida. Cada mudança, cada projeto novo causa espanto: meu coração está espantado. É por isso que toda minha palavra tem um coração onde circula sangue" (Um sopro de vida - Clarice Lispector)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Não gosto dessa sensação azeda de coisa mal resolvida(Clarissa Corrêa)


Somos donos dos nossos atos, mas não somos donos dos nossos sentimentos. 
Somos culpados pelo que fazemos, mas não somos culpados pelo que sentimos. 
Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos... 


Atos são pássaros engaiolados; sentimentos são pássaros em vôo
[Mario Quintana]

7 comentários:

lili Rebuá disse...

Parabéns pelo seu blog que inspira poesia! Conhecí oo seu cantinho através do blog da Meire...
Beijocas! Tenha um lindo dia...

perptua.blogspot.com

Caixa disse...

Estou cheio de pássaros engaiolados.
Mas poucos em vôo.
Bom dia Dé.
Beijão

Vanessa Valença disse...

Lindooo seu blog, amei... Gosto muito de poemas e todos os autores que posta...

Visitarei sempre aqui... já faço parte dos seguidores..

beijos...

www.blogsensibilidades.blogspot.com

Lena disse...

Oi, Dé, menina essencial

Grande Mario Quintana!

E euzinha, quem sou pra discordar dele, né, amiga???

Mas, vamos lá, linda Dé!

Nem sempre somos donos dos nossos atos. Indiretamente poderíamos estar sob uma influência do bem ou do mal que controlasse nossos atos, vide o famoso romance de George Orwell, o “1984”, onde as pessoas agiam sem ser donas de seus atos. E isso não é tão improvável de acontecer não!!! Pegando um exemplo mais próximo: se formos considerar uma população analfabeta funcionalmente no Brasil, muitas pessoas não são donas de seus atos, como nas nossa eleições. O voto é dado pq a pessoa é comprada por falsas ilusões, elas não tem a menor consciência de seus atos.

E quanto aos sentimentos? Podemos prometer sentimentos sim, porque não???? Tudo na vida, assim como o planeta Terra, está em constante movimento, movimento é vida, é renovação, é mudança. Se eu havia prometido que ia te amar, posso deixar de te amar se você me fizer um mal, por exemplo, pequeno que seja, e de repente, não mais que de repente, fugir, ir embora da minha vida. Só que com uma diferença, Dé, eu iria te explicar e fazer o possível para que não ficasse magoada comigo. Viu, prometi um sentimento, que depois acabou por morrer na praia, mas saí com dignidade, não te deixei arrebentada no chão.

ATOS são pássaros, livres ou não; sentimentos são pássaros em vôo, por isso podem acabar...

Achei legal e de certa forma bate com o que interpretei foi a frase inicial da Clarissa Corrêa: "Não gosto dessa sensação azeda de coisa mal resolvida". Se foi mal resolvido, é pq o sentimento mudou ou acabou e um dos atores saiu sem dar a devida explicação, uma explicação convincente e coerente!

Beijos, amada, vc é um amor de pessoa!

Em tempo: sei que poesia não se interpreta, mas quando a poesia vira um post e solicita comentários, não posso me furtar em interpretá-la, pelo menos fazer um registro do que ela passou para mim.Beijoooooooooooooooos!!!!

E, super obrigada por seu carinho comigo, aqui na blogosfera, e lá no Face. Você é um doce de pessoa!!!

Dé Mattos disse...

Lenoca amada, adoreeeeei as tuas opiniões! Essa é a graça do blog, concordar, discordar. a gente posta um texto para ajudar os outros a pensarem e eles nos ajudam a ver as coisas por uma ótica diferente!
Amei! Amo tua presença aqui!
Beeeijo

C. disse...

Sempre achei muito profundo esse pensamento de Quintana, inclusive uso numa foto no meu Orkut.

É maninha, nao se pode definir sentimentos, eles são incontroláveis, e que fogem do que seria uma lógica razoável. Deixamos de gostar e às vezes nem sabemos o por quê, mas sabemos que deixamos...

Quando os libertamos do aborrecimento que é a razão, a tendência é explodirem mais fortes e intensos.

Quanto aos atos, acho podemos controlá-los, depende unicamente da nossa vontade. No entanto, nem sempre gostamos daquilo que fazemos, mas era algo que devia ser feito, com ou sem prazer.
Ainda acho nao conseguimos direcionar nossos sentimentos praquilo que nosso dever nos obriga a agir. Parece coisa de doido.

Muita gente erra e nem sequer sofre a devida ´punição`, mas, com ou sem punição, ninguém pode julgar o que sentimos, aliás, vamos combinar que muitas vezes não conseguimos sequer explicar o que vai dentro da nossa alma. Difícil explicar emocao, isso sim.

Amei o post!
Gauchinha querida, deixo um beijo bem grande, e também adorei seu comentário no texto do Gibran, concordei em gênero, número e grau.

Alê disse...

Mas a gente só valoriza a liberdade, depois que passa uns dias numa gaiola, mesmo que seja, pelo pensamento


Um beijoooooo